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Em 1978, Padre Renato Chiera chega da Diocese de Mondovì-Itália ao Brasil como missionário na Baixada Fluminense. Vem para atuar na Diocese de Nova Iguaçu ao lado de um povo pobre e marginalizado.
Em 1982,  encontra na garagem de sua casa um adolescente conhecido como “Pirata” que estava ferido e caçado pela polícia. Padre Renato o acolheu em sua casa e o inseriu naquela comunidade.
Poucos meses depois do encontro com Padre Renato, Pirata é assassinado em frente à casa paroquial. Mais tarde, na nova paróquia de São Miguel Arcanjo em Miguel Couto, 36 adolescentes são assassinados no mesmo mês.
Um adolescente, marcado para morrer com outros 40, procura o padre e fala para ele: “Padre, ninguém faz nada? Eu não quero morrer”.
Para viver o evangelho e responder ao grito de ajuda desses meninos que o dia 12 de outubro de 1986 nasce a Casa do Menor São Miguel Arcanjo, batizada com esse nome pelos próprios meninos que sentiam falta de família e de amor.
 Padre Renato Chiera testemunha do clima de morte e violência da periferia do Rio de Janeiro, decidiu abandonar os livros de filosofia para entrar na tragédia dos meninos não amados e assassinados da Baixada Fluminense.
A Casa do Menor nasceu no coração da igreja católica mas se nutre da “espiritualidade da unidade” do Movimento dos Focolares e, em parte, do carisma de Dom Bosco, grande mestre e educador de jovens. Por isso vive uma espiritualidade ecumênica, inter-religiosa, em diálogo com todos, também com quem não tem uma crença. Não nasceu programada, mas foi se estruturando para responder ao apelo de meninos rejeitados pela sociedade que clamavam por amor, por família, por escola, por profissão, por oportunidades e futuro.
Graças ao suporte da comunidade local, das organizações filantrópicas e dos voluntários, brasileiros e internacionais, em 32 anos de vida, a Casa do Menor tem atendido milhares de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social.